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Pelo menos deste ano. Não vou desejar feliz 2012 pra ninguém nem nada desses clichês. Ano novo, assim como nosso aniversário, serve só pra lembrar que:
a) foi mais um ano; ou
b) foi menos um ano.

Pelo bem da minha sanidade, fico com a letra (a). Mas em termos de comemoração, fico com o U2. Se é pra desejar algo, desejo que se divirtam nas festas. 😀

Até segunda!

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Ônus e bonus

Ônus: trabalhar na semana entre natal e ano novo é foda. Por mais que tenha prazo, por mais que haja a prioridade, não adianta nada se é só você que quer fazer as coisas acontecerem. Preferia a época em que nessa semana, ia para a casa dos meus avós em Búzios e via o crescimento exponencial do número de pessoas na praia de Geribá… via lá de cima da pedra do cantão direito. Aquilo que era vida! 🙂

Bonus: mesmo com chuva, o trânsito está como deveria ser sempre: calmo! Quase tenho vontade de ir de carro para o trabalho. Quase.

Fim das contas: deixa isso tudo pra lá e escuta isso e isso.

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Um pequeno problema masculino

– Huaehaeuaheauehaueaheuaehuaehuehaueh! Muito boa… to até chorando!
– Eu sei, eu sei… essa piada é foda.
– Peraí, que eu vou pegar mais uma. Jacaré no telhado… heuaehauehaueh!
– Belê.
Tssshhhhhh
Tssshhhhhh
– Ah, nada como uma cerva gelada!
– Ô!

– Mas me conta…
– Porra, lá vem você. Tu é fofoqueiro, hein, porra!
– Véi, só quero saber se foi ou não… não precisa me contar detalhes.
– Tá bom, seu fudido… não foi. Mas é claro que ela tá me dando mole.
– Eu sei… ninguém resiste à você, certo?
– Claro que não!
– Heuhaeuhaeuaheuhae! Melhor que a piada de antes…
“You know you love, I know you care, just shout whenever and I’ll be there…”
– Mas que porra é essa, véi?!?
– Ah, cara…
– Toque de celular do Justin Biba? PORRA! Huehauehuhae!
– Cara, não é que eu goste dele, mas eu gosto dessa música…
– Huaheauehauehaueh! Atende logo essa merda!
– Alô. Faaaala viado! Que voz de merda é essa?
– Quem é?
– É o Bronco. Cuméquié? Monique te deu um pé… tá… chega aí pra gente conversar, rapaz… nada que uma breja não resolva! Beleza… tamo esperando.

15 minutos depois

– E ae Bronco…
– Oi Tronxo… fala Coiso…
– Tá deprimido, Bronco? Heheheheheheh!
– Coiso, antes de tudo, vai tomar nesse seu cú!
– Pronto, tá melhorando agora! Tá mais parecido com o Bronco que conheço! Tronxo, pega a cerva lá. Aquela do fundo que deve tá mais gelada.
Tssssssshhhhh
Tssssssshhhhh
Tssssssshhhhh
– Isso… agora que todo mundo tá com menos sede, desembucha, Bronco.
– Cara… a Monique me largou… disse que não tinha condição de ficar comigo.
– Quanto tempo cês tavam juntos mesmo?
– Mês e meio.
– E com a Carol? Foi quanto?
– Três semanas.
– Giulia?
– Dois meses.
– Porra, Bronco… o problema é contigo!!!
– E cês acham que não sei?
– Putaqueopariu! Se cê sabe que é CONTIGO? Que porra de depressão é essa? Não dá pra consertar? Vai num psicólogo cara!
– É que… é que…
– Desembucha, seu porra!
– É que eu sou…
– Ih… não sei se quero mais saber de nada…
– Eu sou ALEJADO!
– Cuméquié?
– Isso mesmo… eu sou alejado!
– Primeiro, é alei…
– Calaboca, Tronxo… deixa o cara falar…
– É sempre assim, eu conheço a gata, a gente vai ficando mais íntimo até que chega na hora de trepar. Elas olham pro meu pau e ficam todas maravilhadas! “Como é grande!”, “Como é grosso!”…
– Tipo, você podia ser ator pornô?
– Tipo isso…
– Huaheauehaeuhaeuaheauehuahe!
– Hehehehehehehehehehehehehe!
– Olha só… se é pra debochar, eu vou embora… amigo de porra que cês são!
– Continue… por favor! Eu prefiro acreditar em você do que conferir se é verdade mesmo!
– Então… no começo, elas ficam todas entusiasmadas, mas depois…
– Depois…?
– “Não dá pra aguentar não… tô toda destruída!”, “Desculpa, mas não dá mais pra sair contigo…”, “A gente não se encaixa…”, “Com esse pau, não dá!”.
– Pô, Bronco… não precisa chorar também…
– Mas é que não tem nada que eu possa fazer…
– Seguinte… vou te passar o telefone de uma amiga minha.
– E como é que eu sei que não vai dar na mesma?
– Quem é, Coiso? A Brigite?
– Isso! A Brigite!
– Porra… nome de puta do caralho!
– EXATO!

5 meses depois

Tssssshhhhhh
Tssssshhhhhh
– Nada como uma cerveja gelada!
– Cara, e o Bronco? Como anda?
– Sei lá! Eu falei com ele tipo um mês depois que ele saiu com a Brigite e…
– Ele saiu mesmo com ela? Sério?
– Claro! O cara precisava de uma buceta calejada… nada mais ia aguentar o rojão!
– Hehehehehehehehehe!
– Bem, mas eu falei com ele e parecia que as coisas estavam indo bem. Tipo alma gêmea, sabe?
– Mas… e a profissão dela?
– Ah, ele pode sustentar… alma gêmea, cara! Alma gêmea!
“You know you love, I know you care, just shout whenever and I’ll be there…”
– Ah, mermão! Cê ainda tá com essa merda de toque?!?
– Cara! Eu gosto é…
– Ah, que se foda! Atende!
– Fala Bronco! A gente tava agora mesmo falando de você! Sei… a Brigite… você deu um pé nela e quer sair pra sacanagem com a gente? Bronco, sério, VAI SE FUDER!

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Momentos de sabedoria, por Arctic Monkeys (II)

Dancing Shoes

Get on your dancing shoes
There’s one thing on your mind
Hoping they’re looking for you
Sure you’ll be rummaging’ through

And the shit, shock, horror
You’ve seen your future bride
Oh, but it’s oh so absurd
For you to say the first word
So you’re waiting and waiting

The only reason that you came
So what you scared for?
don’t you always do the same
It’s what you there for, don’t you know

…the lights are flashing
Down in here tonight
And some might exchange a glance
But keep pretending to dance

Don’t act like it’s not happening
As if it’s impolite
To go and mention your name
Instead you’ll just do the same
As they all do, and hope for the best…

The only reason that you came
So what you scared for?
Well don’t you always do the same
It’s what you’re there for but no

Get on your dancing shoes
You sexy little swine
Hoping they’re looking for you
Sure you’ll be rummaging through

Oh and the shit, shock, horror
You’ve seen your future bride
Oh, but it’s oh so absurd
For you to say the first word
So you’re waiting and waiting

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Namíbia em fotos

Esta galeria contém 21 fotos.

Como prometido, uma pequena coletânea das fotos que tirei durante minha viagem à Namíbia. Apesar de ser um destino improvável, recomendo a todos a visita! Lugar fantástico! DICAS: 1) não alugue carro na AVIS; 2) a mão é inglesa, então … Continuar lendo

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Momentos de sabedoria, por Arctic Monkeys (I)

Settle for a draw

Well, I watch you tangle every weekend
It might start different but it ends up the same
One minute you’re casually speaking
The next it all goes up and you pour fuel up on the flame with your
Jeri can of words and tones

Noone’s gonna start a revolution
So we best leave it well alone
And there’s something that Frankie used to say, apparently
Oh, he said settle for a draw
Well, you’re not gonna get no more
So you should settle for a draw
I’ve told you once I’m sure
I’ve told you once I’m sure you should settle for the draw
Why don’t you settle for the draw?

Well you’re right it is one set of rules for her
And then another set for you
But that’s just the way it is, I suppose
And there’s nowt you can do
And let’s not fall in the trap of answering back
I am just a beginner
But she’ll be the only winner
That’s for sure
So take the draw if it’s available

And if it sets on fire
Don’t get out your jeri can of
Words and tones

Noone’s gonna start a revolution
So we best leave it well alone
And there’s something that Frankie used to say, apparently
Oh, he said settle for a draw
you’re not gonna get no more
So you should settle for a draw
I’ve told you once I’m sure
I’ve told you once I’m sure you should settle for the draw
why don’t you settle for a draw

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Devo, não pago, nego enquanto puder.

Eu sei. Prometi fotos e nada. Ainda não me passou totalmente o jet lag e talvez seja por isso que ainda não postei.

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Hoje pensei em um conto novo… até comecei a escrever, mas ainda não tive saco de terminar. To meio do avesso hoje. Saco…

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Acho que to precisando tocar um pouco de viola e soltar a voz (desafinada). Ideal mesmo era ir pra um tatame e cair na porrada com alguém. Sinto falta disso…

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Até mais ver.

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America or Africa?

I’ve been through the desert on a horse with no name
It felt good to be out of the rain
In the desert you can remember your name
‘Cause there ain’t no one for to give you no pain
La, la …

http://www.youtube.com/watch?v=zSAJ0l4OBHM

Namib desert… photos will come soon! 🙂

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As razões do movimento (EUA 99%)

Mauro Santayanna, sagaz como sempre!

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As razões do movimento

O movimento de protesto nos Estados Unidos teve ontem um dia diferente em Nova Iorque: piquetes de centenas de pessoas se manifestaram às portas de cinco dos maiores milionários de Manhattan, começando pela casa de Rupert Murdoch. Outras residências visitadas foram as dos banqueiros Henry Paulson, Jamie Dimon, David Koch, e Howard Millstein – todos eles envolvidos nos grandes escândalos de Wall Street, e socorridos por Bush. Os lemas foram os mesmos: que tratassem de devolver o que haviam retirado da economia popular.

A polícia limitou-se a conter, com barreiras, os manifestantes. Mas a mesma coisa não ocorreu em Boston. A polícia municipal atuou com extrema violência durante a madrugada de ontem, atacando, com porretes, dezenas de manifestantes e ferindo dois veteranos de guerra, um deles, de 74 anos, ex-combatente no Vietnã. O “Occupy Together” atingiu mais de 1.200 cidades norte-americanas, em preparação para as grandes concentrações nacionais no próximo sábado, dia 15.

Conforme o jornalista americano David Graeber, em incisivo artigo publicado pelo The Guardian, os jovens, e também homens maduros, vão às ruas nos Estados Unidos em busca de empregos, de boa educação, de paz, é certo, mas querem muito mais do que isso. Eles contestam um sistema que deixou de servir aos homens, para servir apenas aos banqueiros e a um capitalismo anacrônico. “Para que serve o capitalismo?”, é uma de suas perguntas. Eles contestam um sistema baseado no consumo supérfluo de uns fundado na negação das necessidades básicas de 99% da população de seu país. Descobriram que o seu futuro, os seus sonhos, o seu destino e a sua vida foram roubados pelo sistema que deixou de ser democrático.

Os neoliberais no mundo inteiro fazem de conta que esses protestos nada significam, e muitos deles continuam sem perceber o que está ocorrendo. Tem sido sempre assim na História. Na noite de 4 de agosto de 1789, quando, a Assembléia revolucionária da França aboliu os privilégios feudais da nobreza, Luis 16, que seria guilhotinado menos de três anos depois, escreveu em seu diário: hoje, nada de novo. Como bem registrou Paul Krugman, em seu artigo no New York Times, os manifestantes não são extremistas: os verdadeiros extremistas são os oligarcas, que não querem que se conheçam as fontes de sua riqueza.

Não percebem os políticos o processo revolucionário em marcha que, de uma forma ou de outra, atingirá todos os países do mundo. Ao globalizar-se, pela imposição do sistema financeiro, a economia, globalizou-se a reação dos povos ao sistema totalitário e criminoso. Seria a hora de um entendimento entre os estadistas do mundo, a fim de chamar os especuladores à razão e colocar o Estado ao serviço da justiça, retornando-o à sua natureza original. Na Europa e nos Estados Unidos o que se vê é o Estado socorrendo os banqueiros fraudulentos, e os ricos insistindo na receita neoliberal clássica, de ajustes fiscais, de redução dos serviços sociais, do arrocho salarial e da demissão sumária de imensos contingentes de trabalhadores, a fim de garantir o lucro dos especuladores.

Nos anos oitenta, os paises emergentes de hoje, entre eles o Brasil, estavam atolados em uma dívida internacional marota, gerada pela necessidade de rolar os bilhões de eurodólares, e não dispunham de recursos. Mme Thatcher disse que o Brasil teria que vender as suas terras e florestas, a fim de pagar o que devia. Hoje, trinta anos depois, a Grécia está vendendo tudo o que pode, até mesmo monumentos históricos, enquanto parcelas de seu povo começam a passar fome.

Quando os africanos morrem de fome e de epidemias, como voltaram a morrer agora, não há problema. Para os brancos, europeus ou americanos, é alguma coisa que não lhes diz respeito. A África não é outro continente: é outro mundo. Mas, neste momento, são brancos, de cabelos louros e olhos azuis, como os manifestantes de Boston – jóia da velha aristocracia da Nova Inglaterra – que vão às ruas e são espancados pela polícia. A revolução, como os próprios manifestantes denominam seu movimento pacífico, está em marcha.

Há é certo, algumas providências na Europa, como a estatização do banco belga Dexie, mas se trata de um paliativo, quando Trichet, o presidente do Banco Central Europeu recomenda injetar mais dinheiro no sistema financeiro privado. Mais astuto, o governo da China reforçou a presença estatal no sistema financeiro, aumentando a sua participação nos bancos de que é acionista majoritário.

E o mundo se move também na política. Abbas – o presidente da Autoridade Nacional Palestina, que luta pelo reconhecimento pela ONU de seu Estado nacional – em hábil iniciativa, esteve anteontem e ontem em Bogotá. Ele fez a viagem a Colômbia, sabendo que dificilmente o apoiariam: o país hospeda bases militares americanas e, ontem mesmo, um comitê do Senado, em Washington, aprovou o Tratado de Livre Comércio entre os dois países. Assim, o presidente Juan Manuel Santos limitou-se a declarações protocolares de apoio à paz no Oriente Médio, o que não impedirá a caminhada da História.

por Mauro Santayana

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Depois da calmaria…

Mas que merda! Por que tem que ser assim? Por que?!? A vida seria muito boa se eu não tivesse que suportar essa encheção de saco. Tá bom… é o meu ganha-pão e dizem que tenho talento pra isso, mas pouco me importa. Eu só queria poder terminar essa merda de livro que nem sei como foi que tive inspiração pra começar. Mas é tudo culpa dela! Aquela vaca tinha que ser perfeita! Tinha que ser exatamente como eu queria, não tinha? Um escritor não precisa disso… precisa da contradição, porra! Precisa de um bom paradoxo, de briga, de desilução e sofrimento!
E pensar que a Rosana, uma idiota, cretina e linda, que me deixou na rua da amargura, comendo o pão que o diabo amassou, na sarjeta e não sei quantos mais ditados clichês, me rendeu três livros! Três “best sellers”! Um deles, o de poemas, o melhor de todos até hoje. Teve a Priscila também. Quantos contos não escrevi pensando e me lamuriando enquanto eu sabia que ela estava lá, me pondo chifres, freneticamente. Me rendeu mais um livro, depois que o Agnaldo, meu editor, leu aquele calhamaço de choramingos e revoltas e fez uma seleção. Não me opus… precisava do dinheiro. Afinal, bebida e cigarros são artigos caros, ainda mais se consumidos no ritmo que eu gosto. No ritmo que me diverte.
Eu podia ter conhecido outra como a puta da Renata, ou mesmo uma chata como a Cris. Mas não. Tinha que conhecer a Joyce. Tão maluca quanto eu só que bonita (eu sou feio pra caralho). Minha fã, vejam só. Resolveu abrir as pernas pra mim e eu, bobo, moleque, ingênuo que sou, como todo o homem diante de um belo par de seios e/ou glúteos, fui atrás, pensando que ia ser divertido. E foi, muito! Apesar de tudo, conseguimos dar certo como casal. Que merda… lá se foi minha inspiração. Não escrevi nada que prestasse desde que estamos juntos. O Agnaldo me diz que até vai publicar esse último (se eu conseguir terminar essa bodega no prazo) só porque “já tenho um nome”. Saco! Nem pra isso mais eu presto.

O que essa merda de celular quer agora? Mensagem da Joyce… quer conversar sério comigo hoje à noite…
Puta que pariu! É isso! Vou já digitar esse final triunfal, antes que ela mude de idéia!

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