Teoria da conspiração (I)

Vi anunciando que nessa sexta, no Globo Repórter, vai ter um especial sobre a AIDS. Como está o tratamento, pessoas da 3ª idade que contraíram a doença e como esse percentual vem aumentando, exemplos de gente que vive há bastante tempo com o vírus e tem uma vida razoavelmente normal.
Esse assunto me lembrou de uma conexão que fiz, há um tempo atrás, enquanto via um documentário no Discovery. Sim, foi um pensamento muito “teoria-da-conspiração”, mas vejam se não tem uma certa lógica.
Tudo começa com a busca por soluções para viabilizar a melhoria das condições para o transplante de coração. Desde o século XVIII, houve muitas pesquisas importantes relativas à imunidade e trasnplantes de órgãos. Os pesquisadores notaram que poderia haver sucesso, caso pessoas que tivessem um “relacionamento sanguíneo”, fossem utilizadas como doador e receptor. Porém, reais avanços foram alcançados somente mais tarde, nos anos 40 e 50.
Em 1967, o primeiro transplante de coração foi feito com sucesso na África do Sul. Entretanto, o receptor só sobreviveu por dezoito dias. Ainda era necessário que fosse dado um passo além, algo que diminuisse a rejeição do órgão recebido, porque a relação sanguínea necessária para um sucesso maior era bastante improvável nesse tipo de transplante, por motivos óbvios. Assim, em meados dos anos 70, Jean Borel descobriu a ciclosporina, imunossupressor derivado de fungos.
Jean Borel obteve sucesso, mas e as outras pesquisas? Será que alguma poderia ter resultado em outra coisa que também fosse imunossupressora? Como um certo vírus, por exemplo? Segundo os registros mais antigos da AIDS, o primeiro caso foi registrado em 1959, em uma amostra de plasma de um indivíduo do Congo. A segunda vez, foi em um linfonodo de uma mulher, também no Congo, em 1960. Depois, foi em um adolescente, ao se analizar amostras de seu tecido depois da morte, em 1969, em St. Louis, nos EUA. Finalmente o quarto caso mais antigo foi em um marinheiro norueguês, que morreu por volta de 1976.
Muitos pesquisadores fizeram uma enorme masturbação mental, gastando tempo e dinheiro, para analizar por meio de modelos matemáticos qual o provável ano de surgimento do HIV. Porém, parece mero meio de desviar as atenções dos fatos e datas concretos. Dois casos no Congo, outros dois em países ricos (EUA e “Europa”, respectivamente). Agora, o que mais chama a atenção é o fato da velocidade com que se espalhou a partir dos anos 70.
Prefiro acreditar que não foi intencional, para afetar homossexuais e usuários de drogas. Que foi apenas algum “acidente”, por utilizarem a África sempre como laboratório de testes para novos remédios. De qualquer maneira, difícil é crer que foi tão somente a interação entre macacos e humanos que gerou a doença, já que essa interação vem desde os primórdios da humanidade, principalmente nas tribos da África. Por que só agora apareceria uma doença assim? Por isso, minha tese é que a AIDS foi criada pelo homem, como efeito das pesquisas para a solução do problema de imunossupressão em transplantes. Fora a eterna busca por novas armas, mas isso é papo para outro post.

Fontes:
Transplante de coração;
Origem da AIDS.

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5 respostas para Teoria da conspiração (I)

  1. Dona Mila disse:

    Nossa, tava ROXA esperando este post! Vou ler… e ver quão louco és, ó, Namolito!

  2. Dona Mila disse:

    Gato, CIA não ameaça… acho eu…
    Mas se vc sumir, faço uma lápide bem bonita pra vc, tá? o.O

  3. Andre disse:

    [off-topic]
    http://housingmarketbr.blogspot.com/2011/08/entrevista-com-eduardo-zylberstajn.html
    Entrevista c/ o coordenador do Fipe Zap, ele revela que há planos p/ criar sub-indices p/ outras cidades como Niteroi.

    Talvez lhe interesse.

    Abs

    • Marcelo disse:

      Fala André! Há quanto tempo! Cara, esse assunto me estressou tanto nos últimos tempos que tenho acompanhado mais de longe. 🙂
      Mas valeu pela lembrança!

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