Darwin: destruidor de lares!

Charles Darwin, como todos sabem, elaborou a teoria evolucionista, aonde as espécies evoluem através da seleção natural. As que ficam estagnadas, acabam desaparecendo da face da Terra. Quando ouvimos esse nome, logo lembramos da girafa, de uma águia ou até mesmo um tamanduá (ou desse site). Mas nunca pensamos que Darwin poderia estar por trás de quase todos os términos, separações e afins.
Explico: a quase totalidade das pessoas pensa que, assim como tudo na natureza, o relacionamento entre elas tem que evoluir sempre. Falo do amoroso, que fique bem claro, porque não me parece que isso aconteça com as amizades ou mesmo nas relações de trabalho. O modelo mental de uma relação amorosa parece seguir sempre o caminho de que alguma coisa tem que ser modificada, de maneira que isto demonstre que está “indo pra frente”. Sobre essa premissa, uma série de expectativas é criada.
O casal se conhece, passam a ter um relacionamento “sem compromisso” e logo depois de um tempo, o compromisso é exigido. Se firmado, o nível de compromisso deve ser aumentado, através de um noivado, por exemplo, ou simplesmente passar mais tempo juntos. Isso certamente não bastará. Um casamento (formal ou não) provavelmente será requisitado por alguma das partes. Supondo que haja o prosseguimento, com casamento realizado, filhos são o próximo passo. Bem, minha pergunta é a seguinte: e depois?
Quantas histórias não temos, onde o mesmo padrão se repete: namora, casa, filhos, divórcio. As mais diversas desculpas são dadas. “Criar os filhos é desgastante”, “ela mudou”, “ele mudou”, “a rotina do dia-a-dia é desgastante”. Isso quando não se inicia outro relacionamento em paralelo, com novas expectativas e promessas de evolução. Tudo para cair no mesmo ciclo.
Meu ponto é o seguinte: há tanta preocupação em evoluir o relacionamento, esquecendo-se que talvez e somente talvez não seja necessário fazer mais nada para ser feliz. Só pelo fato de não haver mais evolução, não quer dizer que o relacionamento esteja falido. Capitalismo é para as empresas, não para as relações!
Infelizmente as pessoas acabam se desleixando, pensando que não há mais nada a conquistar. Por isso, se você acha que tem uma relação estagnada, esqueça um pouco Darwin… seja mais criacionista e seja feliz.

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5 respostas para Darwin: destruidor de lares!

  1. Dona mila disse:

    … e esse é meu namorado, o cara que JAMAIS vai fazer (seria refazer?) “a” pergunta… ¬¬
    Bela saída pela tangente, gato! hahahahahahaha

  2. KK disse:

    Faltou o “inspired by”!! rs!!
    Acho que a evolução dos relacionamentos se estende às amizades e às relações de trabalho sim…
    As pessoas são movidas por expectativas, que em momento algum devem ser encaradas como uma coisa ruim; afinal, economicamente falando, nunca estamos satisfeitos e sempre buscaremos um nível de satisfação que maximize a utilidade. O problema é quando damos importância demasiada às expectativas individuais e nos frustramos com as pessoas com as quais nos relacionamos por serem “incapazes” de satisfazer nossas “vontades”. Mas aí entra a questão de saber conviver. Viver em conjunto (lembrando que 1 + 1 já forma um “grupo”) exige muita habilidade. Abrir mão do que gostamos ou desejamos não é divertido, mas temos que saber ceder. Racionalmente falando é mais fácil: identifcamos os caminhos, mensuramos, quantificamos, prospectamos possibilidades de futuro; o problema é que os relacionamentos envolvem emoções, impulso, orgulho, cumplicidade, diálogo, bla bla bla.
    Concordo que os relacionamentos amorosos não deveriam seguir essa padronização e que muitas pessoas se casam e tem filhos só porque “os outros o fazem”. Mas confesso assim como tudo, o relacionamento evoluirá e ainda não tenho ideia de como quebrar essa “ordem natural”, essa sequencia. Nem sei se essa é a solução também.
    Talvez com um pouco mais de diálogo e mais liberdade as pessoas consigam se respeitar mais, a respeitar o espaço do (s) outro (s)… conheço muita gente que se apega às pessoas e acha que passa ter a posse delas…
    Há pessoas que realmente se preocupam em evoluir no relacionamento e, acabam se forçando a seguir determinadas regras “impostas” pela sociedade. Pensando assim, não se enquadrariam muito na teoria do Darwim, pois não seria uma evolução natural. O problema é que somos influenciados, não tem jeito. Aí fica um pouco difícil mesmo separar o que fazemos porque gostamos ou o que fazemos porque as pessoas nos fazem pensar que gostamos.
    O negócio é filtrar. Ou então continuar com milhões de desejos e torcer pra encontrar alguém que aceite tudo na boa. #difícil

    eeeê!!

  3. Ericka Rocha disse:

    Ameeii o texto! Acho que as pessoas não buscam a evolução de um relacionamento, elas buscam a novidade, a expectativa… Precisam de alguma coisa, uma meta, que seja, que as faça acreditar que ainda vale a pena estar junto de alguém… O que não necessariamente precisa ser um “aprofundamento” no compromisso, mas a questão é que as pessoas não sabem se relacionar e acabam buscando os clichês sociais, sabe? O feijão com arroz que indica que um relacionamento “vai bem”. E isso, às vezes, é mesmo bom. Pq não? Desde que as coisas não acabem em divórcio, tá valendo!! HAUHAUHAUHA… Um bjão!

  4. Marcelo para presidente!

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