Apple – Um caso de amor e ódio

Me lembro dos primórdios do PC, quando eu ouvia falar que existia um computador que superava todos os outros. Que era muito mais rápido que um normal. Que tinha como símbolo uma maçã (gay?) mordida. Sim, meus caros, era o Macintosh da Apple. Era o meu sonho de consumo ter um daqueles (um pouco na frente do CP500).

Macintosh - tinha até mouse!

Ano passado, eu não resisti. Comprei um iPad numa das viagens que fiz à trabalho para os EUA. Sim, eu também achava o iPad uma futilidade sem tamanho e com um preço exorbitante. Mas a verdade é que ele é ótimo. E nisso, temo que agradecer principalmente à Apple e à maneira como ela faz o seu business. Tudo que você quiser colocar de software no iPad é obrigatoriamente oriundo da AppStore. Isso faz com que qualquer coisa produzida passe pelo crivo da Apple antes de ser lançado. A maioria dos softwares é pago, mas é um preço muito aceitável, variando desde US$ 0,99 até US$ 200,00. Mas na média, fica entre 5 e 10 doletas. Games, só com uma artimanha, pois há no Brasil uma legislalção específica que proíbe a venda de jogos eletrônicos que não sejam oficialmente vendidos aqui. Uma lástima.

Símbolo original da Apple

Outra coisa é que você não tem acesso direto ao dispositivo: transferir fotos, vídeos ou mesmo documentos para serem lidos em aplicativos é somente pelo iTunes. E é nesse ponto que o amor começa a virar ódio. Outra coisa: transferência somente pelo cabo USB. Nada de bluetooth ou mesmo wifi. Nesse ponto, você já está se perguntando se foi mesmo um bom negócio.

Aí, você descobre que há um jeito de desbloquear esse aparato espetacular! Sim! Fazendo o famigerado jailbreak (nome mais do que apropriado para o desbloqueio), você habilita o seu gadget a uma série de coisas. Dentre elas: pirataria, homebrew e acesso direto sem necessitar do iTunes. Eu não estou de maneira nenhuma incitando a pirataria, mas é fato que na AppStore não existe demo para a maioria dos softwares. Então, esse é um jeito para testar um software antes de compra-lo.

CP 500

Homebrews são softwares não aprovados (ou mesmo não submetidos) ao crivo da Apple. Um exemplo de um deles que estou gostando muito é o VLC. Trata-se de um Video Player que toca qualquer formato, desde AVI até Matroska. Como o iPad é limitado ao MP4 (com limitações mesmo no encoding), fica muito mais versátil para ver vídeos, sem a necessidade de realizar uma recodificação. Para carregar os vídeos, outra grata surpresa: com o iPad desbloqueado, é possível utilizar SSH para a transferência de arquivos. Com o SSH, não só nos liberamos do iTunes, como também podemos navegar por toda a estrutura de pastas do iPad, através da rede (com ou sem fio) por meio de um PC.

Resumindo: comprar um iPad? Pra mim valeu MUITO a pena! Desbloquear iPad? Não tem nem que pensar duas vezes!

iPad - sonho de consumo realizado! 🙂

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2 respostas para Apple – Um caso de amor e ódio

  1. Dona Mila disse:

    Ainda acho que tem uma penca de coisas mais legais pra fazer com 500 dolares que comprar um ipad. Mas isso é pq eu tenho o seu à disposição, né? 😀

    Caraca, desenterrou o CP 500! Já tivemos um lá em casa. Só usava pra jogar joguinhos idiotas. 🙂

    • Marcelo disse:

      CP 500 tinha até um módulo pra você gravar arquivos em fita K7. E isso não foi há tanto tempo assim!!!
      Eu usei CP 500 no trabalho do meu pai quando era moleque. A tela toda verde e disquete 5″1/4 com incríveis 720KB… hehehehe

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