Semana de eleição – FAQ #2

Quando falamos em eleições, normalmente nos vem a mente que os candidatos mais votados ganharão os cargos. Isso é verdade quando trata-se dos cargos do Executivo (Presidente e Governador), mas não para todos os do Legislativo (somente para Senadores). Deputados são eleitos seguindo o sistema proporcional. Mas como isso funciona? Leia:

Sistema Proporcional
No sistema proporcional, valem os votos dados ao partido e não somente ao candidato. Ou seja, se um partido tem 10% dos votos totais, ele terá direito a 10% das vagas para, digamos, o Congresso Federal, por exemplo. Colocando em números: se existem 100 vagas, e o PDE (Partido Do Exemplo) teve 10% dos votos totais, ele terá direito a 10 vagas. Os 10 candidatos mais votados do PDE serão eleitos.
Onde está a pegadinha? Se o mais votado do PDE teve, digamos, 900 votos, os próximos 8 somam 99 e o 10° apenas 1 voto, ainda assim, esse último seria eleito.
Caso real: Enéas foi eleito deputado federal por SP em 2002 com mais de um milhão e quinhentos mil (> 1.500.000) votos, conseguindo, pela proporcionalidade, eleger mais cinco deputados federais de seu partido. Como o prof. Irapuan Teixeira (673 votos) e Vanderlei Assis (275 votos).
Esse sistema visa o fortalecimento dos partidos. Tanto que você pode votar simplesmente na legenda, em vez de escolher um candidato. Assim, você está dando um voto ao partido, o que aumenta as chances de que ele tenha mais representantes eleitos, sem efetivamente escolher um candidato específico.

Fonte: link; Enéas

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3 respostas para Semana de eleição – FAQ #2

  1. Dona Mila disse:

    To adorando a série!

  2. Patrícia disse:

    Acho que o sistema proporcional é justo pelo prisma do fortalecimento dos partidos. Mas, em compensação, de que adianta a gente tentar votar só em candidato ficha limpa, se no patido dele pode ter um merda ficha suja que seja eleito nesse sistema? Claro que o ideal seria ter um PARTIDO todo ficha limpa, o CONGRESSO e a ASSEMBLEIA LEGISLATIVA todos ficha limpa, mas aí né. Aí é mais que utópico, aí é foda!

    • Marcelo disse:

      Teoricamente, não haveria esse problema, porque nenhum ficha suja poderia ter sua candidatura deferida. O pior mesmo acho que é o caso dos suplentes. Será que suplente pode ser ficha suja?!?
      Outra coisa: esse lance de ficha suja é só praqueles que foram condenados… e os que fizeram coisas totalmente antiéticas, como o Marcelo Itagiba, por exemplo, com o caso Lunus? Esses a gente tem que avaliar por nós mesmos… por isso que ainda acho melhor a análise pessoal para escolher do que a “proteção cega” da lei.

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