Semana de eleição – FAQ #1

Pela internet, rondam uma série de mitos sobre o voto nulo, o branco e uma possível anulação da eleição (alguns hoaxes até conclamam as pessoas a votarem nulo, como se isso pudesse cancelar a eleição vigente para a convocação de outra). Mas, qual a realidade sobre isso? Veja abaixo!

1) Voto branco
É o voto onde não é especificado nem a legenda e nem o candidato. No modelo atual de urna eletrônica, temos um botão específico para votar em branco.

2) Voto nulo
Existem alguns tipos:
– voto em número que não se refere a algum candidato existente (é o mais comum e é aquele que podemos opinar na hora de votar);
– voto em número que existe na urna, apesar da candidatura ter sido impugnada ou indeferida;
– voto em número que não existe na urna, com candidatura tendo sida impugnada ou indeferida;
– segundo voto no mesmo candidato a senador.

3) Votos válidos
São votos válidos todos aqueles que não são nulos e nem brancos. Somente os votos válidos contam para a aferição do resultado. Exemplo: existem 100 votantes; destes 100, 20 votam em branco e 10 nulo. Assim, são somente apenas 70 votos válidos. Se 36 pessoas votarem em um mesmo canditado para presidente, por exemplo, esse será eleito por maioria absoluta, já que 50% dos votos válidos somariam 35 votos.
É fácil perceber como a escolha em votar em branco ou nulo favorece o candidato com mais votos. Se fossem apenas 10 brancos e 10 nulos, e o canditado com mais votos tivesse os mesmos 36 votos, haveria segundo turno, já que o percentual seria menor que 50% (o universo de votos válidos aumentaria para 80, necessitando de no mínimo 41 votos para vencer no primeiro turno).

4) O mito do voto branco
Já escutei algumas vezes que o voto branco iria para o candidato com o maior número de votos. Isso não é de todo verdade, porque não vai diretamente para ele. Indiretamente, como mostrado no item (3), o candidato com o maior número de votos é beneficiado. Mas, de fato, isso só é válido para os candidatos do Executivo, pois os do Legislativo necessitam de maioria simples para serem eleitos (senadores) ou pelo quociente eleitoral (deputados).

5) O mito da anulação da eleição com 50% de votos nulos
Essa é uma grande farsa que floresceu em algumas cacholas com uma leitura mal interpretada da lei eleitoral. A lei não se refere aos votos nulos referente a candidatos inexistentes, mas aos votos que eram válidos e se tornam nulos, como no caso de uma impuganção de alguma candidatura ou por força de fraude eleitoral, por exemplo.
Então gente, fica fácil ver que mesmo votando nulo, nós contribuimos de uma forma ou de outra para a eleição de quem senta nas cadeiras do poder. Votar consciente ainda é o melhor remédio!

Fonte: link

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