Polêmica

Olha, vou contar uma coisa a vocês. Esse caso da tal de Sakineh já me deu nos nervos. Essa cidadã iraniana foi condenada por adultério e é acusada de ter participado no planejamento do assassinato de seu marido. A pena? Morte por lapidação (aka apedrejamento).
De fato, uma punição terrível e desumana. Então, apareceram as entidades de direitos humanos e iniciou-se uma campanha para que Sakineh tivesse sua pena revertida. Abaixo, um resumo do caso:

Fonte

“Mãe de dois filhos, Sakineh foi condenada em maio de 2006 a receber 99 chibatadas por ter um “relacionamento ilícito” com um homem acusado de assassinar o marido dela. Sua defesa diz que Sakineh era agredida pelo marido e não vivia como uma mulher casada havia dois anos, quando houve o homicídio. Mesmo assim, Sakineh foi, paralelamente à primeira ação, julgada e condenada por adultério. Ela chegou a recorrer da sentença, mas um conselho de juízes a ratificou, ainda que em votação apertada –3 votos a 2.
Os juízes favoráveis à condenação de Sakineh à morte por apedrejamento votaram com base em uma polêmica figura do sistema jurídico do Irã chamada de ‘conhecimento do juiz’, que dispensa a avaliação de provas e testemunhas.
Um abaixo-assinado on-line lançado há dois meses devolveu o caso ao centro das atenções. Em julho passado, pressionada, a Embaixada do Irã em Londres afirmou que Sakineh não seria morta por apedrejamento –sem, no entanto, descartar que ela fosse morta, porém por outro método, provavelmente o enforcamento.
Dias depois, o chefe do Judiciário da Província de Azerbaijão do Leste, Malek Ezhder Sharifi, responsável pelo caso, foi a público afirmar que não só considerava a sentença ao apedrejamento válida como passível de aplicação instantânea. Disse ainda que essa pena estava relacionada não só ao adultério mas também à acusação de Sakineh de coautoria no assassinato do marido.”

Até que ponto existe opinião ou foi assim mesmo que aconteceu, eu desconheço. Desconheço também se a acusação de que o marido batia nela procede (o que é usualmente permitido na lei islâmica tradicional, inclusive pode-se bater em qualquer mulher, como as que são serviçais abaixo do homem em alguma hierarquia – exemplo: Egito). De qualquer forma, hoje saiu a notícia de que a lapidação não será feita, ainda que falte a conclusão do julgamento pelo assassinato do marido.

Depois dessa longa explicação do caso, o meu ponto é o seguinte: esses pseudo-humanitários de meia-tigela vem com esse discursinho chinfrim contra o Irã, a lei islâmica e, principalmente, contra as execuções. Citam vários casos do Oriente Médio e fazem campanha não pela retirada ou mudança da pena, mas pela libertação de Sakineh. Eu concordo plenamente que enforcamento ou a lapidação são formas desumanas, arcaicas e não devem ser aplicadas mais, em hipótese alguma. Mas eu não vi ninguém dos direitos humanos reclamando ou pedindo a reversão da pena para o Sadam Hussein, que morreu enforcado. Ah, sim… esse merecia a execução. Também não vi nenhuma solicitação pelo método “humano” de execução utilizado nos EUA, a injeção letal.

Então, fica a minha dica: Irã, peça uma injeção letal aos EUA e acabe logo com essa polêmica.

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Uma resposta para Polêmica

  1. Dona Mila disse:

    Ó, fiquei bege num primeiro momento.

    Mas quer saber? Vão se foder todos, não é ilegal adultério? Então putaquepariu, não cometa, querelho.

    “Ah, mas é DESUMANO apedrejar…”
    E por acaso é suuuuuuper humano dar pro camarada que MATOU seu marido, né? O pobre corno olhando do inferno e você lá fazendo saliência com o algoz.

    Isso se e somente se Dona Sakoleh não for cúmplice.

    Hunf, mal-humorei.

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